Queridos amigos,Alegro-me por ter partilhado uns dias tão intensos convosco.Quando o coração late ao “ritmo de Deus”, não há fronteiras, não há línguas, não há distâncias. Nunca vos canseis de cantar, de tocar, de viver estas coisas porque Deus segue sempre batendo ao nosso coração.Impressionou-me a vossa atitude de serviço (qualquer um iria ver Santander sem se preocupar demasiado com a tarefa de lavar os pratos); vossa alegria e os vossos assobios trauteando uma canção e o vosso sorriso impressionaram-me. Dois grupos que não se conhecem podem entoar uma mesma canção a um mesmo Deus.Eu sempre imagino a Bíblia como uma história de “encontros” com Deus, com o outro, com os outros. Sabeis que o encontro entre a minha comunidade e a vossa recordou-me a narração de Pentecostes, em que os discípulos se puseram a falar cada um na sua língua e todos os que ali estavam entendiam, porque a linguagem do Amor, da alegria, do canto é universal.Espero ver-vos em Madrid em 2011. Deus queira que nos possamos encontrar outra vez para assim partilharmos mais experiências. Um abraço. Jaime
Começou a viagem para não sei onde, onde nem sequer há vacas como em Portugal! Nos vidros embaciados, as pontuações de um jogo que nunca ninguém chegou a perceber.
A ideia de que os Espanhóis se mantêm fora da crise por comerem pouco, levou-nos a parar para comprar mantimentos. O mundo não acaba enquanto existirem bolachas!.
Vilar Formoso, Ciudad Rodrigo, Salamanca, e : Hola, Olá, Salut, Hello: Valladolid.
Fomos muito bem recebidos na Casa Provincial e, depois de conhecermos o Irmão Primitivo, pudemos constatar no comedor, que de facto, a distância entre os Portugueses e a elegância são apenas três batatas fritas por persona. Depois de uma foto de família com a perra, Santander, aqui vamos nós.
Entre auto vias, carrreteras e calles, o Jogo das Matrículas, a Palavra Perdida e muita música, a viagem foi passando.
E chegámos! Não a Xixila, nem a Xi Xuan, cidades que tão bem conhecemos, mas a Suesa: MONASTERIO STMA. TRINIDAD.
Em cada cantinho, podia respirar-se paz. Campos, ar fresco, cada pedra daquele lugar: PAZ!
No princípio, o obstáculo da língua, mostrava-se difícil de ultrapassar, mas aos poucos e poucos, ia ficando pequeno, a cada frase não entendida, a cada erro, mais pequeno. E quando Deus nos sintonizou, demo-nos conta que comunicávamos num só idioma, o do silêncio e oração.
Éramos jovens, e adultos, Espanhóis e Portugueses, tão diferentes e tão iguais. E toda a Vida uma só Dança!
Momentos que não se conseguem explicar: sorrisos, abraços, lágrimas, bênçãos, pensamentos…Cada um, repleto de Deus e de si mesmo! De facto, algo que nunca se conseguirá explicar, pois, como disse Vitória, a Directora do Curso, Cada um reza de maneira diferente, mediante os seus gostos e dons. Uns cantam, uns lêem, uns dizem orações, uns apenas contemplam a natureza… e, outros, apenas se deixam levar pela música e dançam. Dançamos, e dançamos melhor que qualquer bailarino no mundo, pois foi o ser que nos habita que nos guiou pelo salão, numa coreografia tão profundamente espiritual.
Neste instante, presente, É este o Mundo que temos a Partilhar!
Agarrem-no e não o larguem mais, este Deus de Amor dar-vos-á toda a leveza que necessitais!
P. S. Se quiserem companhia para jogar ao Jogo das Cidades, não escolham o Irmão Diamantino, Conselho de Amigos.
Ainda tenho presente a tranquilidade com que vi o Ir. Rafael pela ultima vez. Queria estar em Vouzela, perto de nós. Queria tocar órgão, como costumava fazer praticamente todos os dias. E já não fazia nada disso há um mês. Tenho a certeza que se lembrava muitas vezes da MarCha. Tenho a certeza de que um dos motivos para que ele quisesse estar em Vouzela, era a MarCha. O Irmão Rafael era um homem de Deus, um verdadeiro Irmão de Champagnat. A vida dele era muito simples, tinha dois centros importantes: Deus, que estava presente de uma maneira impressionante na oração que fazia a todo o momento; e os outros, através do serviço. É importante que nos demos conta deste testemunho: o Irmão Rafael tinha dificuldades com a saúde, mas mesmo assim, nunca falhou nestes dois pontos que eram centrais na sua vida. Também a nós, nos devia chamar a atenção e dizer: "Nunca te esqueças destes dois pontos tão importantes, Deus e os outros". Mesmo que estejas cansado ou não tenhas muita vontade de trabalhar... Com tudo isto, o Irmão Rafael era feliz!
No passado dia 3 de Janeiro, os Irmãos Maristas, da Província de Compostela, celebraram em León, na Espanha, o dia da Província. Reuniu-se um grande número de Irmãos para fazerem o balanço do ano que passou e planear o ano seguinte. Ao mesmo tempo aproveitaram este acontecimento para homenagearem os Irmãos jubilares, isto é, todos aqueles que completam bodas de ouro ou de diamante de vida religiosa. Um dos homenageados foi o nosso querido Ir. Diamantino que completou 50 anos de vida religiosa.
Depois de abordados os diversos assuntos concluímos os festejos com um delicioso almoço, seguido de um animadíssimo convívio. Todos cantámos, tocámos, rimos e conversámos e divertimo-nos imenso.
É bom fazer parte desta família que demonstra destemidamente a alegria de ser cristã.
Há dias em que nos sentimos tristes, quase sem motivo aparente! Apenas sem vontade de sorrir, nem de sair...
Apetece fechar-nos em bolinhas de sabão para voar até outro lugar!
É aí que cada um de nós, sem ser sugerido por ninguém, deverá fazer o seu momento de ser...
É aí que cada um se deve aperceber da sua grandeza mas ao mesmo tempo dificuldade de compreensão própria...
E é aí que Deus entra, como que uma estrela que nos ilumina o coração dando-nos milhões de motivos para sorrir.
É assim que me sinto hoje, por falta de paz dentro de mim mesma e é aí que me lembro da Marcha, do nosso Natal e das nossas experiências que nos fizeram chorar, mas de alegria, pelo nascimento mais aguardado do ano.
Por isso Meninas, mais que recordar através das fotografias ou dos vídeos, recordem-se através dos laços que ficaram e sorriam. Porque o vosso sorriso, pode ser o "Mundo" que Deus quer que partilhemos.
Olá amigos! É com grande alegria que vi as mensagens e fotos relacionadas com o Encontro de Guias, de Dezembro. Deu para perceber que foi muito bom e que daí saíram muitas e boas ideias para o próximo ano, (hino e encontros que se vão realizar em 2009). Tive pena de não poder ter estado convosco; mas acreditem que o meu espírito estava aí. Tenho acompanhado a "caminhada" do Jaime por Espanha e vejo que ele está a crescer como Marista, (no aspecto teológico e humano) e que ainda nos vai ajudar muito na Marcha. Parabéns Jaime! Termino desejando a todos os jovens da Marcha, familiares e Irmãos da Comunidade Marista, um Natal com o verdadeiro espírito de Jesus em nós renascido e desejos de um Bom Ano de 2009. Espero em breve poder-me encontrar convosco, nos próximos encontros.
De 6 a 8 de Dezembro estiveram reunidos os Guias em Vouzela. Par além de trabalharmos muito também nos divertimos e louvamos Maria a cheia de Graça. Não deixes de visitar o álbum de fotos: GUIAS e dá-te conta disto tudo.
Dois anos depois, a minha vida mudou completamente: fui para Salamanca e encontrei uma vida marista mais real (no sentido em que tinha mais participação na vida comunitária e numa obra, o colégio Champagnat). Tive que adaptar-me em muitos aspectos, mas consegui e foi um ano com uma experiencia magnífica. No postulantado fiz alguns estudos de teologia, aprendi espanhol com o melhor professor possível, trabalhei com a MarCha e com “los niños del cole”. Foram tempos que me animaram muito no meu caminho.
Quando já pensava que conhecia muito da vida marista, chego ao noviciado, em Sevilha, e encontro coisas que nunca pensei que existiam. Aqui respiramos um “ar marista”. Tenho muito trabalho, mas, à medida que me vão mostrando cartas do Padre Champagnat, documentos do Instituto e experiencias de vida, cada vez sinto mais entusiasmo. Não estou com a minha família, nem estou com a primeira comunidade marista que conheci, não posso falar a minha língua, nem estou no meu país. Também não tenho aqui nenhum amigo de infância, até pelo contrário, conheci-os todos há pouco mais de um mês… Mas posso dizer que me sinto em casa e em família. E, o mais importante, estou feliz! (Na fotografia: a comunidade do noviciado. Da esquerda para a direita está: Fernando Hinojal, Pietro Sto, Pere Ferré, Stefano Divino e Jaime Barbosa.)
Gostei muito de encontrar em Vouzela, na profissão do Ir. Rui, tantos irmãos de Espanha e da MarCha. E, claro está, de voltar a ver tanta gente conhecida e passar por lugares que são para mim muito familiares, Salamanca e Vouzela.
No dia 28 de Outubro fiz a minha entrada canónica no Noviciado. Convidamos a comunidade de irmãos do colégio de Sevilha, fizemos uma pequena oração e recebi as Constituições em português, das mãos do mestre de noviços, HH. Pere Ferré.
Muito obrigado a todos os irmãos e amigos que me têm acompanhado. Pela minha pequena experiencia, vale a pensar profundamente na vocação marista. Vale a pena ser Marista e seguir Jesus Cristo.
Um abraço cordial a todos os que me acompanharam durante todos estes anos e me deram força, irmãos, amigos, juvenistas, amigos da MarCha e colegas de escola.
Havia um Irmão espanhol, que já faleceu, que me repetia varias vezes “-Es ahora que tus horizontes se están abriendo.” Pois é, esse Irmão tinha razão…
Já conheci grandes homens, que foram os Irmãos que encontrei pelo caminho e continuo a encontrar. Alguns dos que encontrei já faleceram, mas deixaram uma grande marca na minha vida. Nestes últimos anos tenho aprendido muito, tenho visto muito e tenho crescido lado a lado com os Irmãos que escolhi para a minha própria família. Sou jovem, todos me dizem o mesmo, mas sinto-me afortunado, porque com dezanove anos já vivi muito mais que um jovem da minha idade normalmente vive. Abdiquei de muita coisa, mas, em troca de isso, recebi muito mais.
A minha “história marista” começou quando dois senhores foram à minha escola apresentar um movimento de jovens. Tinha nove anos e nem entendi muito bem quem eram e o que estavam a dizer. Mais tarde dei-me conta de que eram dois Irmãos maristas… Inexplicavelmente, entrei nesse movimento, MarCha, e fui encontrando toda uma maneira nova de viver e de ser: ser Irmão Marista. Fiz muitos amigos nesse processo e na MarCha: bons amigos que entraram na minha vida e ficaram.
Em 2005 entrei para o Juvenato, em Vouzela. Foi a minha primeira comunidade. Era uma comunidade que sabia estar e que sabia transmitir os melhores valores. Vivi parte da minha adolescência em Vouzela e foi onde começaram a “abrir-se os horizontes”.