Não há muito tempo fomos presenteados com a vinda do Irmão Diamantino. Para além de nos trazer calorosos cumprimentos de Vouzela, acrescentando que ficava à espera dos novos marchantes nos próximos encontros, apresentou-nos um pouco do que significa ser Amanhecer (sim, porque pelo que parece amanhecer não só significa acordar, como dar cor à vida; apenas o Irmão Diamantino para nos trazer tal mensagem)
Um conselho amigo de quem vos escreve: Se por acaso te deparares com algo cinzento (e não possas considerar a hipótese de que essa é de facto a sua cor), começa a reflectir.
Deixamo-vos por agora com um abraço de todos os marchantes aqui em Carcavelos, e com a esperança de vos ver em breve,
No passado Domingo, dia 24 de Janeiro, os marchantes Vale-Cambrenses reuniram-se com os seus companheiros do Pinheiro no santuário de Vale de Cambra, para a realização do segundo encontro local, no qual estiveram presentes novos elementos da Marcha. Neste encontro liderado pelo Ir. Diamantino, cantou-se o hino, realizamos umas danças contemplativas, e foi ilustrado um vídeo sobre “o sentido da vida” no qual foi feita uma análise sobre este mesmo e rezamos, recorrendo a um salmo. Como não podia deixar de ser, existiu um lanche no fim do encontro com muita comida e bebida, pois porque aqui em Vale de Cambra ninguém passa fome. E assim se passou uma tarde animada e bem passada. Mickael
Tudo começou em Novembro quando o Irmão Diamantino sugeriu alguns nomes para irem até Valladolid fazer um Curso de Novos Animadores. Ir passear é sempre bom e então os animadores portugueses…não, não foi por isso. Ficamos lisonjeados com o convite e queríamos muito enriquecermo-nos, caminhar e beber da Fonte para voltarmos com o jarro cheio e prontos a partilhá-lo com todos os outros marchantes.
Fomos apanhados de surpresa. Um país, Irmãos, língua e gastronomia diferentes… Não sabíamos muito bem o que iria acontecer e tínhamos algumas dúvidas e ânsias também.O encontro (que começou no dia 26 e acabou dia 29 de Dezembro) foi simplesmente inesquecível. Nos tempos livres ensinámos muitas canções em português, jogamos basquetebol (desporto rei em Espanha), percebemos as ideias que os espanhóis têm dos portugueses e partilhamos as nossas, …Mas tudo isto seria vazio se não tivessem crescido amizades, se não tivéssemos partilhado experiências enquanto animadores, se não falássemos da nossa experiência Marcha, se não falássemos do quanto é importante para as nossas vidas fazermos parte da família Marista.Houve momentos de ser, amanheceres, sorrisos, abraços, partilhas, trabalhos, jogos, danças, músicas, festivais, …de tudo um pouco. Cada dia tinha 48 horas e ainda dormíamos as 8 necessárias. Foi delicioso =)Para os já animadores trazemos água fresquinha para os vossos jarros, para os caminhantes, aventureiros e amanheceres trazemos alegria, novidades, surpresas e muita Marcha*Os animadores que nunca se esqueceram de vocês, Filipa, Carolina, Agostinho, João Ferraz, Hélio, Rui e Fábio (intruso porque tirou outro curso mas deu o ar da sua graça com a sua bela voz e guitarra).P.S. Queremos agradecer a simpatia do Irmão Rui por nos ter levado e trazido de carrinha, à Dona Maria do Céu que tinha uma sopinha quentinha à nossa espera e a todos os animadores e Irmãos espanhóis que nos permitiram viver 4 dias fantásticos. E mais uma vez ao irmão Diamantino que nos convidou.
Deixa-te surpreender foi a música que nos alertou para estarmos atentos às novidades que poderiam surgir ao longo do nosso encontro do Natal. Experimentamos, de certa maneira a forma como viver um tempo novo (com espírito aberto, de acolhimento, solidariedade, estar atento).
Para as experiências não ficarem à margem, foi feita uma reflexão sobre essas vivências que nos marcaram. Reflectiu-se também sobre as pessoas que podem conduzir-nos a viver um tempo novo.
Como todos sabem casa encontro da Marcha é sempre uma novidade. E mais uma vez o grupo dos rapazes juntou-se em Vouzela para celebrar a maior das novidades da História da Humanidade: O Nascimento de Jesus. Decidimos não ficar com a novidade só para nós e fomos partilhá-la com os idosos do lar: cantámos canções, contámos a história do quarto Rei Mago, assistimos à sua Eucaristia e ainda distribuímos presentes, feitos por nós, para que os velhinhos se lembrem desse dia durante todo ano. Também celebramos a ceia de Natal num ambiente mais familiar e festivo. Deliciámo-nos com as iguarias natalícias de vários pontos do país, trocámos prendas entre todos e finalizámos a noite a dançar ao som do DJ Peter SPS. O encontro terminou mas levamos o compromisso de sermos mensageiros do Tempo Novo. Os rabanadas
Todos sabemos que existiam três (ou talvez quatro) Reis Magos. No entanto, ao longo do encontro, descobrimos a existência de pelo menos mais seis: o Mago Mateus, o Mago Carlos, o Mago Pedro, o Mago João, o Mago Fábio e o Mago Hélio. O nosso grupo escolheu o nome de “Os Magos”, querendo representar o nosso caminho até Jesus, seguindo as estrelas que, a cada dia, Deus coloca na nossa Vida. E nestes dias não faltaram essas estrelas: na união do grupo, nos momentos de oração, no futebol, nos sorrisos dos idosos no Lar da Misericórdia, na ceia de Natal e até nos momentos de bailarico patrocinados pelo DJ Peter SPS (Pedro Ribeiro), sem esquecer a grande revelação da nossa mascote, o MarchoMan, que em nome da Marcha vai ensinar-vos…
Apesar de Magos, não temos ouro para vos dar mas ainda assim propomo-vos uma riqueza muito maior: um Natal vivido de forma nova, como um Renascimento para um Novo Tempo.
Os rapazes chegaram a Vouzela com o intuito de celebrar esta época natalícia.
No amanhecer deste encontro começámos a definir os objectivos deste na Natal em que predominou a ideia de acolhimento do Menino e se pôs de parte o materialismo e consumismo que prolifera nesta altura. Depois, aventurámo-nos na construção de um presépio (que ficou esplêndido), pois somos o staff do Presépio.
Entre muitas outras actividades criámos uma árvore de Natal (às peças) e conferenciámos com o Jaime. Seguindo a Novidade posemo-nos a Caminho do Lar de Idosos, onde fomos Fonte de Espírito Natalício e tivemos o um dos pontos altos do encontro. Outro ponto alto do encontro foi a ceia de Natal, na qual reinou a união, partilha, humor, estupidez positiva e muita espontaneidade.
Partimos deste encontro com um Natal diferente no Horizonte e que a Novidade deste Natal, aqui partilhada, vos atinja e se espelhe no rosto de cada um de vós.
Noviciado como tempo novo: 1- Tempo para cortar com o velho e conhecer uma vida nova e diferente a. É um tempo, e também um lugar, escolhido a dedo para dar-nos uma boa oportunidade para conhecer a vida Marista; um tempo para conhecer o carisma dos irmãos Maristas, um tempo para respirar uma espiritualidade. b. Para nos conhecermos a nós mesmos; o principal actor da minha formação sou eu (com outras ajudas: formadores; E.S.), por isso tenho que dedicar tempo a conhecer-me. No noviciado temos muitos tempos pessoais de reflexão e de oração. É um tempo para contemplar a minha vida: como cresci e como Deus esteve presente na minha vida. c. Para que nos conheçam: No noviciado apresentamo-nos tal como somos e nos damos a conhecer. Deixamos que nos deixem trabalhar, ou seja, se os outros conhecem as minhas dificuldades, podem ajudar-me. 2- Um tempo cheio de novidades a. Para que me deixe surpreender por cada dia. Para que aprenda a viver na monotonia; para que aprenda a aborrecer-me e fazer desse tempo um tempo fértil. “Síndrome da tarde do Domingo”. Sou capaz de parar e de fazer silêncio? b. Um tempo para aprender. Há novidades a todo o instante, tenho que estar aberto ao que chega de fora e aproveitar o que me faz crescer e, claro, matar o que me faz mal. c. Um tempo de encontro com Deus. É bom sinal, se Deus continua a surpreender-me nas coisas mais simples. 3- Um tempo para preparar outro tempo a. Formar homens capazes de entregar toda a sua vida no seio de uma comunidade apostólica marista b. O tempo que invisto no presente, vai dar muito fruto no futuro. Um tempo novo nunca se pode esgotar.Como está distribuído o tempo do noviciado: 1- Participação na vida comunitária (inclui as tarefas domésticas que estão divididas entre os 5; oração comunitária; tempos lúdicos, etc.) 2- Formação Marista em casa (constituições, vida de Champagnat, vida dos primeiros irmãos, cartas de Champagnat, vida religiosa Marista e circulares dos Superiores Gerais). 3- Formação de teologia (algumas disciplinas de teologia, na universidade). 4- Formação no inter-noviciado (preparação para a vida religiosa com outros noviços de diferentes congregações. Psicologia da vida comunitária, etc). 5- Trabalho no bairro (grupo de crianças e pessoas pobres que atendemos, juntamente com a paróquia, quase todos estrangeiros e de outras religiões). 6- Tempos pessoais (oração, ócio…). Outras experiências: 1- Mês de solidariedade num centro de deficientes (verão do primeiro ano). 2- Vários retiros ao longo dos dois anos. 3- Experiência de L’Hermitage. 4- Experiência comunitária de um mês (no segundo ano).
Como muitos já sabem, dei mais um pequeno e importante passo na minha vida: a entrada "oficial" no postulantado dos Pequenos Irmãos de Maria. Muitos me perguntam o que é isso e também que motivos podem levar um jovem a fazê-lo...
Lembro-me quase integralmente do que disse ao Ir. Provincial, quando solicitava a minha entrada e talvez isso ajude a responder a estas perguntas. Contei-lhe como tinha conhecido o Ir. Diamantino e como tinha sido o meu primeiro contacto com a MarCha. Disse-lhe que fiquei apaixonado pela MarCha, pelos Irmãos que conheci, que cresci no grupo, com o grupo, que conheci esse homem com um nome que até então me era completamente estranho (Champagnat), que descobri o olhar terno e maternal de Maria e que, acima de tudo, fui tomando um contacto mais próximo e intenso com o Deus de Jesus... Finalmente, disse-lhe que estou convencido que quero viver a minha relação com Deus à maneira de Maria, como o fazem os Irmãos, e que tenho o profundo desejo de tornar Jesus conhecido e amado entre as crianças e jovens, a exemplo de Marcelino Champagnat.
Assim sendo, não me resta alternativa...lá terei que ser Irmão Marista!!!
Ah claro...“postular” significa pedir... um postulante é um jovem que pede para entrar na Congregação dos Irmãos Maristas... Actualmente é também sinónimo de ave rara, espécie em vias de extinção, “outsider”,... Eu, porém, sou consciente de que sou um jovem perfeitamente normal, com um bom conjunto de capacidades bastante desenvolvidas e que apenas sou diferente dos restantes por ter tido a sorte de encontrar na minha vida um “caminho alternativo” e por ter tido a ousadia de enveredar por ele.
E tu? Porque caminhos tens MarCha(do)? Atreves-te a ser diferente? Só tens que dar o passo e depois...deixar-te levar! Ele guia-te e leva-te ao colo...
Abraços e beijinhos para todos
Abram os vossos corações à presença de Jesus e ao carinho de Maria