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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Carta MarCha Nº0 Setembro

Olá malta,

Começamos este ano com um formato renovado das cartas da MarCha, com elas poderemos refletir, como grupo, sobre o lema: "Vê mais além!"

Publicamos a carta nº0 que te informará da estrutura e dinamismo das futuras cartas da MarCha.
Desfruta!!!
Abraços e beijinhos a tod@as



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Calendário de Quaresma

Olá Malta!

Como já fizemos no Advento, deixamos aqui a proposta de um Calendário que nos pode ajudar a viver melhor esta Quaresma. Já chega um bocadinho tarde mas ainda vai a tempo. Uma vez mais é da autoria de Patricia Rojo, uma jovem espanhola e a tradução e adaptação é da equipa do blog da MarCha.

Esperamos que sirva para fazer de cada dia deste tempo um passo significativo no caminho pessoal de cada um. Cada proposta está relacionada com o evangelho do dia, por isso seria bom que de vez em quando o fossem lendo e rezando. Está pensado para imprimir e colar nalgum sitio bem visivel ou para colocar como ambiente de trabalho no computador, mas se tiveres outras ideias conta-nos!



(Neste link poderás fazer download do calendário em JPEG e PDF)

Toca a marchar!!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"VEM COMIGO..."


E já começamos a Quaresma!!!
Quando chegamos a esta época sempre ouvimos falar de jejum, oração, de termos que ser boas pessoas, que não podemos comer carne, nem doces, nem...nem...nem...tanta coisa.
Será só isso? Bastará com pouparmos dinheiro, com lembrar-mo-nos (porque estamos na quaresma) de rezar mais, de comer peixe à Sexta-Feira ou ao fim-de-semana, como se isso fosse um esforço ou mesmo castigo para recordar o sofrimento, morte e ressurreição do J.C.?
Isto basta?
Diz o Evangelho:
«E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que o teu jejum não seja conhecido dos homens, mas apenas do teu Pai que está presente no oculto; e o teu Pai, que vê no oculto, há-de recompensar-te.»
O jejum da simplicidade, da ajuda e entrega ao outro sem dominar ou atuar pensando que somos os melhores.  O jejum dos nossos próprios sentidos em que não ficamos pela superficialidade e aprendemos a ir mais fundo, a ser sensíveis a nós mesmos e à realidade que está à nossa volta. O jejum do mundo da imagem, do instantâneo que nos prende e obriga a viver e a comunicar-mo-nos a velocidades impressionantes...é tempo para parar, de “saborear” as nossas relações, de criar espaços no nosso dia para o silêncio e escutar o nosso interior. O jejum da comodidade que nos arrasta e faz preguiçosos...temos que sair desse “bem estar” para ir à luta, ao esforço para enfrentar os desafios, trabalhos e deveres de cada um. O jejum da angustia, da tristeza...é o momento de “limpar” tudo aquilo que está a mais, que não nos permite viver...
E quantas vezes ouvimos: “Temos que ser solidários, ajudar os pobres...”
«Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está no Céu.
Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita, a fim de que a tua esmola permaneça em segredo; e teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te.»
Sim! Devemos ajudar...mas não com o tempo, nem alimentos, nem dinheiro que está perdido ou a mais por casa...
É a esmola de um AMOR PRÁCTICO, que ajude aqueles que estão necessitados, é o amor da partilha, em que ponho à disposição, em comum o que tenho. É dar de comer ao que passa fome, vestir ao que passa frio, consolar ao que está triste e deprimido. É partilhar a cultura em que vivemos (livros, música, informação...). É partilhar o nosso tempo numa visita a idosos, presos, estar com jovens e crianças que não têm ninguém, porque “o tempo é ouro” e nós podemos partilhá-lo. Esmola é partilhar a nossa energia com outros que não têm...companhia com o que está sozinho, olhos com quem está cego, pernas com aqueles que não podem andar.
E tudo isto com amor, alegria, esperança em que a única coisa importante é o bem do outro e não o próprio; porque o que busco é enriquecer o outro e não a mim mesmo, é transformar a palavra “meu” em “nosso”. E há momentos em que somos nós os que precisamos de ser ajudados e isso é difícil porque ficamos a descoberto, sem máscaras de tal modo que o outro vê, sente e move-se pela nossas fraquezas; precisamos de sinceridade, humildade e estarmos receptivos a que aquele que está ao nosso lado possa amar-nos.
E dirão: “Temos que rezar...”
«Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te.”
É nesse contacto com o Pai e com o companheiro de Caminho que agradecemos aquilo que damos e recebemos; que pedimos por aqueles que necessitam de ajuda e pelos que podem ajudar...é na oração, no encontro com Deus que recuperamos forças. Um encontro calado, intimo com Aquele que move o nosso coração aos irmãos que precisam de nós e que pedem ajuda a todo o momento...é na oração que nos re-conhecemos como filhos, amigos e companheiros de caminho nesta aventura de Quaresma.
É tempo! De CAMINHAR com sentido, entre o ambiente em que vivemos, entre as pessoas com que partilhamos os nossos dias...
É o momento de ajudar e ser ajudado, de caminharmos humildes, juntos partilhando momentos e emoções...com o exemplo de entrega e amor de Jesus.
“Seguir os passos daquele que habita o nosso coração, sem ter medo de nada e confiantes de que estamos juntos nesta aventura.”
E ainda que o vento sopre fraco...ainda que tudo pareça igual...ainda que sejamos esmagados pelo tempo...que não saibamos que fazer...há algo novo a viver...Alguém dirá “Amai-nos uns aos outros como Eu vos amei”...podemos fazer a diferença, aproveitar as lágrimas derramadas ao longo do caminho, encontrar a força para gritar bem alto o que sentimos! Queremos! Sonhamos! E haverá sacrifícios, dificuldades, medos...mas que nunca se apague a esperança, a alegria e a vontade de continuar a partilhar os nossos caminhos cada vez mais fundo, com mais intensidade...porque somos projectos de amor de Deus...
A MISSÃO COMEÇA AQUI...Hoje começa um "pequeno" caminho rumo à Páscoa, 40 dias dedicados a refletir a nossa forma de vida, de entrega e o sentido que damos a tudo isto; numa palavra...a nossa VOCAÇÃO!
Boa viagem a tod@s...



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Entre pessoas e caminhos...


Nunca te aconteceu ir pela rua e ao chegar a casa, ter a sensação de que uma quantidade enorme de pessoas passou por ti...e em ti não se passou nada?
“La vida es bella e interesante por sus dificultades, debilidades, gozos y maravillas que nos va poniendo delante de los ojos, manos y mente...” (escrevia outro anónimo) e acaba por ser interessante quando vais atento/a, sensível ao teu dia, às dezenas de rostos que passam por ti e é nesse preciso momento em que se olham ou dizem um “bom dia” que se cruzam os caminhos um do outro.
Hoje foi um desses dias em que tentei prestar atenção. Não aconteceram coisas espetaculares mas, talvez por serem as mais simples, fizeram deste dia uma autentica surpresa.
Fiz o percurso dos últimos dias; estação de metro da Luz até ao Pombal...no metro, um jovem casal trocava entre si um olhar feliz, brilhante e a jovem apertava nas suas mãos um teste de gravidez, e assim ficaram todo o tempo (pelo menos até eu sair) no seu silencio ruidoso da linha azul do metro de Lisboa. Mais tarde, passei pelo Eduardo VII, aproveitei para sentar-me à sombra de uma árvore e observar dois miúdos que jogavam à bola. Dois que não demoram nada em multiplicarem-se, a formarem duas equipas de futebol e a improvisar umas balizas com as suas mochilas. 
E agora (contemplando o Tejo ao ritmo de um ou outro pastel de Belém)... UAU!!!
Coisas que passam todos os dias mas que hoje me levaram a pensar que na minha vida as decisões que tomei nem sempre foram autónomas e cheias de sentido; faço-me consciente de que esse sentido foi-me proporcionado por todas aquelas pessoas que se cruzaram, relacionaram e viveram comigo.
TENHO O CORAÇÃO CHEIO DE NOMES!!!
Entre pessoas que passam pela vida e deixam algo em ti, às vezes um mero mas não menos agradável “bom dia”; outras vezes pessoas que assinam o seu nome no teu coração de tal forma que é impossível esquecê-las...viajamos entre cruzamentos constantes em que PARTILHAR o nosso próprio caminho torna-se uma necessidade e só nos resta agradecer por todas as oportunidades que nos foram dadas para viver.
E...
Em palavras que já dava como perdidas pelo tempo,
Entre todos os pontos que estavam fora lugar,
Entre olhares cruzados sem razão,
Toques e sensações buscadas...
Volto a esta encruzilhada cheia de dúvidas, dor, alegria, esperança...cheia de pessoas e caminhos com os quais decidi partir à aventura, enfrentar os meus medos e partilhar aquilo que de melhor e pior eu sou.
Quantas vezes paramos a pensar naquilo (em) que vivemos?
Pelo menos naquilo que dizemos? Ou nos “n” sentimentos com que surgem ao longo do dia?
Paremos nesta pergunta...
Sou capaz de parar para caminhar?


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Boletim do Noviciado

Olá malta,
Já podem ver o  Boletim do Noviciado nº2. 


Trata-se de uma pequena publicação periódica na qual os nosso noviços (Fábio e Rui) partilham um pouco da sua vida e experiências.Vale a pena ler e ver os link's que partilham connosco.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

“PS:..A vida é uma batalha mas até essas podem originar obras de arte extraordinárias...”

  Um dia, uma pessoa muito importante escrevia-me:
“PS: Guernica...A vida é uma batalha mas até essas podem originar obras de arte extraordinárias...”
Este “PS” acompanhado pelo quadro “Guernica” de Pablo Picasso fez-me refletir muito, e agora, que começamos um ano novo, volto à frase e ao quadro e recordo o ano que passou.
Aconteceram muitas coisas ao longo do ano...conheci muitas pessoas...partilhei muitos momentos, sorrisos, lagrimas, sonhos e projectos...disse muitas palavras (talvez demasiadas)...
Também tive momentos em que perdi tempo; em que as minhas palavras foram desnecessárias, os meus gestos e olhares inoportunos.
Mas é o momento de aceitar e reconhecer que tudo isto faz parte de mim, parte da batalha. Aliás, antes de tudo, sou eu o “artista”, é minha a responsabilidade de “originar obras de arte extraordinárias”!
E é então que, por vezes, surge a vontade de mudar a ordem das coisas; surge o impulso de começar tudo de novo e irmos à batalha com todas as forças que estão ao nosso alcance...
Sinto desejo de mudar! Não de ambiente, não de pessoas mas sim de tornar-me mais responsável, comprometido, sincero, humilde...e com esse desejo “de passar a ponte, para a outra margem, onde pudesse perder a dor do caminho que fica agarrada à pele”, em muitos momentos tenho a sensação de perder o controlo e que a “vida passa sempre tão apressada (...) que os dias são ausentes e sabem a nada”.
Por isso é importante, cada vez mais, perguntar-me (-nos) “quem sou eu?” e até mesmo como grupo “E nós quem somos?”
É o momento! É a hora de “rever e recolher o que é nosso” e partir!
Ao começar este novo ano, quero recordar que espera-nos, cada um do sitio e situação em que está, um ano para viajar e aventurar-nos pelos nossos sonhos...
E pessoalmente, sei que continuarei a cometer erros, mas tento não ter medo porque sempre há Alguém que nos ama tal como somos; porque “o que (realmente) importa é o caminho”; é a batalha pela qual nos comprometemos a lutar e a dar tudo o que temos.
Entre dificuldades e sofrimento, alegria e partilha, entro (e se vocês quiserem também podem entrar) nesta aventura que me faz “deixar tudo para viver (...) este sonho que perdura (entre achados e perdidos)”.
Um abraço a todos
Bom ano
Rui
PS: Deixo-vos com “Achados e perdidos” de Mafalda Veiga...

Entre achados e perdidos 

Mafalda Veiga

 


Ao longe vê-se a ponte
O céu que muda
Entre o princípio e o fim
Ao fundo vê-se um monte
De casas velhas
De cor entre ocre e carmim
Eu espero no tempo
Algum sinal teu
Enquanto a saudade aperta
Agarro-me ao mundo
Recolho o que é meu
A ver se a vida se acerta
Naquilo que prometeu

Desenho no horizonte
Uma viagem
Que faço sem me mover
E passo sobre a ponte
Para outra margem
Onde pudesse perder
O peso dos dias
A dor do caminho
Que fica agarrada à pele
Se a vida voasse
Para além do destino
Como a cabeça nos voa
Numa folha de papel

A vida passa sempre
Tão apressada
Que pouco podes conter
Os dias são ausentes
Sabem a nada
Se te esqueceres de viver
Agarra o teu mundo
Acende os lugares
Onde se escondem os teus sentidos
E não tenhas medo
Se às vezes falhares
O que importa é o caminho
Que fica
Entre achados e perdidos

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Páscoa Jovem S. Pedro do Sul

Vê o vídeo do encontro da Páscoa em São Pedro do Sul! Também podes ver mais vídeos no Site da MarCha . Não te esqueças de visitar o site e deixar a tua mensagem pessoal no Livro de visitas ou no Fórum do site.

domingo, 5 de abril de 2009

SAUDAÇÃO


Desde Sevilha onde estamos com o Jaime aproveitamos para mandar uma saudação amiga a todos os elementos da Marcha. Saúdam-vos a comunidade do Noviciado, o Fábio, o Rui, o Ir. Rui e Ir. Diamantino. Até 4ª feira, início da Páscoa Jovem.

CAMINHA COM JESUS

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

ENIGMA


Que dizem esta mãe e este filho?


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ir. Rafael


Passaram já dois anos...


Ainda tenho presente a tranquilidade com que vi o Ir. Rafael pela ultima vez. Queria estar em Vouzela, perto de nós. Queria tocar órgão, como costumava fazer praticamente todos os dias. E já não fazia nada disso há um mês.
Tenho a certeza que se lembrava muitas vezes da MarCha. Tenho a certeza de que um dos motivos para que ele quisesse estar em Vouzela, era a MarCha.
O Irmão Rafael era um homem de Deus, um verdadeiro Irmão de Champagnat. A vida dele era muito simples, tinha dois centros importantes: Deus, que estava presente de uma maneira impressionante na oração que fazia a todo o momento; e os outros, através do serviço. É importante que nos demos conta deste testemunho: o Irmão Rafael tinha dificuldades com a saúde, mas mesmo assim, nunca falhou nestes dois pontos que eram centrais na sua vida.
Também a nós, nos devia chamar a atenção e dizer: "Nunca te esqueças destes dois pontos tão importantes, Deus e os outros". Mesmo que estejas cansado ou não tenhas muita vontade de trabalhar... Com tudo isto, o Irmão Rafael era feliz!

Jaime

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Dia da Província de Compostela


No passado dia 3 de Janeiro, os Irmãos Maristas, da Província de Compostela, celebraram em León, na Espanha, o dia da Província. Reuniu-se um grande número de Irmãos para fazerem o balanço do ano que passou e planear o ano seguinte. Ao mesmo tempo aproveitaram este acontecimento para homenagearem os Irmãos jubilares, isto é, todos aqueles que completam bodas de ouro ou de diamante de vida religiosa. Um dos homenageados foi o nosso querido Ir. Diamantino que completou 50 anos de vida religiosa.

Depois de abordados os diversos assuntos concluímos os festejos com um delicioso almoço, seguido de um animadíssimo convívio. Todos cantámos, tocámos, rimos e conversámos e divertimo-nos imenso.

É bom fazer parte desta família que demonstra destemidamente a alegria de ser cristã.

Fábio Oliveira


Vê algumas fotos da festa:



fotos dia da Provincia

sábado, 15 de novembro de 2008

História de um caminho II

Dois anos depois, a minha vida mudou completamente: fui para Salamanca e encontrei uma vida marista mais real (no sentido em que tinha mais participação na vida comunitária e numa obra, o colégio Champagnat). Tive que adaptar-me em muitos aspectos, mas consegui e foi um ano com uma experiencia magnífica. No postulantado fiz alguns estudos de teologia, aprendi espanhol com o melhor professor possível, trabalhei com a MarCha e com “los niños del cole”. Foram tempos que me animaram muito no meu caminho.

Quando já pensava que conhecia muito da vida marista, chego ao noviciado, em Sevilha, e encontro coisas que nunca pensei que existiam. Aqui respiramos um “ar marista”. Tenho muito trabalho, mas, à medida que me vão mostrando cartas do Padre Champagnat, documentos do Instituto e experiencias de vida, cada vez sinto mais entusiasmo. Não estou com a minha família, nem estou com a primeira comunidade marista que conheci, não posso falar a minha língua, nem estou no meu país. Também não tenho aqui nenhum amigo de infância, até pelo contrário, conheci-os todos há pouco mais de um mês… Mas posso dizer que me sinto em casa e em família. E, o mais importante, estou feliz! (Na fotografia: a comunidade do noviciado. Da esquerda para a direita está: Fernando Hinojal, Pietro Sto, Pere Ferré, Stefano Divino e Jaime Barbosa.)

Gostei muito de encontrar em Vouzela, na profissão do Ir. Rui, tantos irmãos de Espanha e da MarCha. E, claro está, de voltar a ver tanta gente conhecida e passar por lugares que são para mim muito familiares, Salamanca e Vouzela.

No dia 28 de Outubro fiz a minha entrada canónica no Noviciado. Convidamos a comunidade de irmãos do colégio de Sevilha, fizemos uma pequena oração e recebi as Constituições em português, das mãos do mestre de noviços, HH. Pere Ferré.

Muito obrigado a todos os irmãos e amigos que me têm acompanhado. Pela minha pequena experiencia, vale a pensar profundamente na vocação marista. Vale a pena ser Marista e seguir Jesus Cristo.

Um abraço cordial a todos os que me acompanharam durante todos estes anos e me deram força, irmãos, amigos, juvenistas, amigos da MarCha e colegas de escola.

Jaime Barbosa

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

História de um caminho I


“Es ahora que tus horizontes se están abriendo.”


Havia um Irmão espanhol, que já faleceu, que me repetia varias vezes “-Es ahora que tus horizontes se están abriendo.” Pois é, esse Irmão tinha razão…

Já conheci grandes homens, que foram os Irmãos que encontrei pelo caminho e continuo a encontrar. Alguns dos que encontrei já faleceram, mas deixaram uma grande marca na minha vida. Nestes últimos anos tenho aprendido muito, tenho visto muito e tenho crescido lado a lado com os Irmãos que escolhi para a minha própria família. Sou jovem, todos me dizem o mesmo, mas sinto-me afortunado, porque com dezanove anos já vivi muito mais que um jovem da minha idade normalmente vive. Abdiquei de muita coisa, mas, em troca de isso, recebi muito mais.

A minha “história marista” começou quando dois senhores foram à minha escola apresentar um movimento de jovens. Tinha nove anos e nem entendi muito bem quem eram e o que estavam a dizer. Mais tarde dei-me conta de que eram dois Irmãos maristas… Inexplicavelmente, entrei nesse movimento, MarCha, e fui encontrando toda uma maneira nova de viver e de ser: ser Irmão Marista. Fiz muitos amigos nesse processo e na MarCha: bons amigos que entraram na minha vida e ficaram.

Em 2005 entrei para o Juvenato, em Vouzela. Foi a minha primeira comunidade. Era uma comunidade que sabia estar e que sabia transmitir os melhores valores. Vivi parte da minha adolescência em Vouzela e foi onde começaram a “abrir-se os horizontes”.